terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Quem perder uma acção em tribunal paga ao advogado da parte contrária

 "Além das custas habituais dos processos, quem perder um caso em tribunal terá de pagar uma fatia dos honorários do advogado da parte adversária.

Quem perder uma acção passa a pagar os advogados de ambas as partes. 


Em síntese, é este o principal ponto inscrito pelo Governo no novo ante-projecto do Regulamento das Custas Processuais, a que o Diário Económico teve acesso, e que acaba de ser ultimado pela equipa de Alberto Costa e cujas novas regras ainda vão ser discutidas com os parceiros. 

Nos artigos 26º e 27º do novo regulamento estão expressas as principais novidades deste diploma: “para além dos honorários do seu mandatário, a parte, em caso de insucesso, ficará ainda sobrecarregada com o ónus de pagar os honorários da parte contrária”, lê-se. 

Apesar desta medida, o Governo admite suavizar este pagamento com a imposição de limites aos honorários e custas cobradas. 
E este regime prevê várias isenções para salvaguardar situações em que este pagamento não seja possível ou não faça sentido.
O novo regulamento, que vai ser apresentado na sua versão final em Janeiro - garante fonte oficial do Ministério - prevê ainda o desagravamento do valor a pagar por cada acção judicial. Confrontado com estas mudanças, o Ministério é cauteloso. “Ainda é prematuro fazer comentários sobre este regime”, já que o mesmo ainda pode sofrer alterações.
Apesar da flexibilidade, o objectivo do Governo é só um: penalizar quem propõe acções em excesso para aliviar a carga dos tribunais. 

A Ordem dos Advogados já emitiu um parecer sobre o novo regime, encomendado por Alberto Costa a Rogério Alves, e onde são sugeridas algumas alterações ao diploma, segundo apurou o DE. Já sobre o “duplo pagamento”, Luís Filipe Carvalho, membro da direcção da Ordem dos Advogados (OA) é peremptório: “Trata-se de uma solução que apresenta méritos, mas que também apresenta desvantagens.
 A menos que os valores estabelecidos na tabela [que impõe os limites aos valores cobrados] sejam apenas uma espécie de comparticipação das despesas suportadas pela parte vencedora...” 
 A OA admite que nesta reforma está uma tentativa de desincentivar o recurso às instâncias judiciais, mas critica algumas das alterações propostas. 
“A solução actual dos honorários só serem suportados pela parte vencedora em caso de litigância de má fé da parte vencida afigura-nos bem mais equilibrada”, lê-se no parecer de resposta da Ordem. O novo regime será agora discutido pelos parceiros e Governo nas próximas semanas.
O actual regime... As regras em vigor prevêem que as custas judiciais - todas as despesas que as partes são obrigadas a fazer para a condução de um processo em tribunal, incluindo as taxas de justiça e encargos - sejam suportadas por ambas as partes até que o processo transite em julgado. No final, apenas o valor das custas é suportado pela parte vencida, sendo que a parte vencedora vê as suas despesas devolvidas, ao abrigo das chamadas custas de parte. 

Estas são os encargos que se destinam a indemnizar as partes vencedoras das despesas efectuadas com o processo em tribunal.

E as novas regras. Numa leitura deste ante-projecto que o Ministério da Justiça enviou aos vários parceiros da Justiça, estão expressas as especiais vantagens para os proponentes das acções de valor muito elevado - acima dos 500 mil euros. Por outro lado, agravam-se as condições para quem optar pelo litígio judicial. 


A alteração mais polémica será a da obrigatoriedade de pagamento dos honorários de advogado da parte vencedora, embora com um valor limite, a principal novidade neste projecto, que contempla também uma taxa especial para agravamento das custas en processos de especial complexidade.


O Bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Rogério Alves, já se veio pronunciar contra a presente medida, pois por vezes as partes perdem sem deixarem de ter razão quanto à causa, outras vezes por ter passado o prazo, etc.

 Zé Povinho: Só mesmo neste país de oportunistas, num processo de partilhas ainda tive que pagar para herdar o que tinha direito por lei, paguei e não foi pouco, dizeram-me que era tudo, passado uns dias congelam-me as contas, esses fdp, além de eu ter pagado de boa fé, depois de me bloquearem a conta, em vez da desbloquearem congelam-na para fazer contas quanto eu tenho de pagar á parte vencedora, esses vermes e ainda tenho de pagar ao advogado da acusação, isto não é justiça é oportunismo...depois queixam-se de haver as tristes notícias que passam na TV de pessoas a fazer justiça pelas próprias mãos, pedem-nas mas enfim, num mundo civilizado do oportunismo quem se lixa nunca têm razão, nem que haja de boa fé, enfim.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Estágios IEFP para desempregados com mais de 30 anos - ? Reactivar ? Mais uma treta para esconder o nº de desempregados

estágios iefp mais de 30 anos


O Governo vai criar uma nova medida da treta de empregabilidade para desempregados com mais de 30 anos? 

Não passa de um programa de seis meses semelhante aos estágios IEFP ( impulso 2013), um esquema para varrer os desempregados das estatísticas e nada mais, pois esta medida da treta não têm uma viabilidade a 100% nem é inovadora, apenas mais arroz....

São já muitas as empresas e os colaboradores a beneficiar do programa de Estágios Emprego do IEFP, e por isso existe a intenção de expandir o seu leque de destinatários.

 Até agora, só podem fazer Estágio IEFP:
  • desempregados até aos 30 anos
  • desempregados com mais de 30 anos que tenham concluído uma nova qualificação há menos de 3 anos e estejam sem trabalhar há mais de 12 meses;
  • ex-reclusos e pessoas que estejam a cumprir/tenham cumprido medidas judiciais não privativas de liberdade;
  • ex-toxicodependentes em processo de recuperação.

Condições dos Estágios IEFP para maiores de 30 anos

Enquanto que antes só se era gente para se candidatar a esta treta quem tivesse até 30 anos, agora coma aprovação da proposta “Reativar”, desempregados com mais de 30 anos e inscritos há mais de 12 meses no centro de emprego poderão também beneficiar de uma medida de empregabilidade, com as seguintes condições:

  • duração do estágio: 6 meses
  • bolsa entre 419,22€ e 692€ (dependendo da qualificação do estagiário)
  • subsídio de alimentação e seguro de acidentes de trabalho

Às empresas cabe pagar apenas uma parte dos custos (dependendo do número de estagiários e das características de cada estagiário), como já tem vindo a acontecer na maioria das medidas de empregabilidade. ou seja não há novidade nenhuma, tirando alargarem a idade das pessoas....


Os estágios financiados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) têm sido uma das medidas mais procuradas pelas empresas e o Governo quer agora alargar os seus destinatários, aumentar a precariedade laboral e ter as pessoas a trabalhar por um valor que não corresponde ao cargo que ocupam....

De acordo com uma proposta debatida concertação social será criado um novo programa de estágios dirigido especificamente aos desempregados com mais de 30 anos de idade.

O chamado “Reactivar” consiste em estágios de seis meses para desempregados com idade mínima de 31 anos que estejam inscritos há mais de doze meses num centro de emprego português ou num país estrangeiro (desde que, neste último caso, regressem a Portugal).

Estas pessoas poderão ser inseridas em entidades privadas com ou sem fins lucrativos, que só terão de suportar uma parte dos custos, que incluem alimentação e prémio do seguro de acidentes de trabalho.

A bolsa a pagar ao estagiário varia entre os 419,22 euros e os 692 euros brutos, de acordo com a qualificação do estagiário, de acordo com um documento a que o Negócios teve acesso.
O IEFP financia 65% da bolsa em situações normais.
No entanto, esta percentagem sobe para 80% em várias situações: se em causa estiverem entidades sem fins lucrativos, se se tratar do primeiro estágio de uma entidade com 10 ou menos trabalhadores, se for o primeiro estágio de uma entidade com dez ou menos trabalhadores.

Por outro lado, também aumenta para 80% em função do perfil do beneficiário: se em causa estiver um desempregado inscrito há mais de vinte e quatro meses, se o estagiário tiver mais de 45 anos ou se pertencer aos grupos mais protegidos pelas políticas activas de emprego (pessoas com deficiência, que pertençam a um casal de desempregados ou ex-reclusos, entre outros).

Se os beneficiários com o perfil acima descrito forem inseridos numa entidade sem fins lucrativos (como uma IPSS), ao abrigo dos chamados “projectos de interesse estratégico”, ou numa empresa com 10 trabalhadores ou menos que nunca tenha recorrido aos estágios, a percentagem sobe para 95%.

O programa de estágios em vigor já admite candidatos com mais de 30 anos, mas exige que tenham obtido há menos de três anos uma nova qualificação (o que nem sempre acontece) e que não tenham desenvolvido actividade nos últimos doze meses.
Empresas têm de ter contratado 1 em 4 estagiários
O Governo exige que as empresas tenham contratado pelo menos 1 em cada 4 estagiários que tenham estado na entidade nos últimos três anos.

Além de serem uma das medidas mais procuradas pelas empresas – os estágios são também uma das medidas activas de emprego que influencia os dados oficiais sobre desemprego, varrendo parte dos desempregados das estatísticas durante algum tempo.

Em Dezembro, o Banco de Portugal revelou que a criação de emprego não tinha afinal sido tão elevada como poderiam sugerir os dados do Instituto Nacional de Estatística.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Figurantes em Portugal, para aparecer em filmes, novelas, programas de TV, etc.

A figuração é um trabalho temporário cada vez mais em expansão em Portugal graças a diversas produções áudio-visuais que estão a ser realizadas ou irão começar um pouco por todo o país, no entanto a maior parte das ofertas estão concentradas em Lisboa. 
Esta é a forma ideal de conseguir um rendimento extra, não interessa idade. 
 Os programas de TV da parte da manhã e da tarde da RTP1, TVI e SIC usam figurantes, caso ainda não tenha reparado.
 No entanto, também poderá aparecer em publicidades de TV, séries, novelas ou filmes.
Estas ofertas de emprego normalmente não aparecem online, por isso é necessário se inscrever numa agência para receber propostas de trabalho e conseguir ganhar dinheiro.
Uma das principais vantagens é, que está aberto a qualquer idade (crianças, adultos e idosos) e poderá conhecer muitas pessoas (figurantes, atores e técnicos).
Existem avós, adultos, jovens e crianças que participam em diversos trabalhos temporários como figurantes e ganham um bom dinheiro que ajuda nas despesas da casa, para pagar dívidas ou para fazer umas férias. 
 Há pessoas que o fazem para se entreter porque já estão reformados e outros que precisam de um rendimento extra para sair à noite ou fazer férias.

O figurante é por definição a "pessoa que, sem falar, entra numa representação". 
Quando tem um pequeno papel em que lhe pedem para dizer alguma(s) frase(s) e agir em conformidade fala-se de figuração especial.
No entanto como esta classificação não é consensual o melhor, para evitar confusões, é aconselhável confirmar com a agência que vos contratou e com a produção qual o tipo de trabalho. 
Se a agência disser que é uma figuração normal e a produção no momento pedir uma figuração especial solicitem à produção o favor de deixar essa indicação por escrito, de forma a que a agência receba o diferencial relativamente ao valor inicialmente acordado e vos pague o correcto. 
 O cachet pago por figuração normal para cinema de meio-dia ou dia é em média de 25 ou 30 a 60 euros. 
Contudo, estes são valores básicos apenas para figurar, pelo que, caso o seu papel tenha mais coisas por fazer, a sua remuneração será maior. 
Além disso, também depende da empresa e do meio onde irá aparecer o seu trabalho.

Principais vantagens
- aberto a pessoas de todas as idades (crianças, adultos e idosos);- nos trabalhos conhecem-se muitas pessoas entre figurantes, actores e técnicos. 
Algumas desvantagens
- às vezes as cenas demoram a gravar e/ou têm de ser repetidas diversas vezes;- as agências demoram, em média, 2 meses a pagar. 
Inscrição
Quando te fores inscrever leva o teu BI, cartão de contribuinte, (caso tenhas) cartão da Segurança Social, uma fotografia de cara e outra de corpo inteiro o mais actuais possível (convém enviar novas fotos sempre que alterares a tua aparência, por ex.: corte de cabelo, piercing, ...). 


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Operador de call center / telemarketing



Operador de telemarketing é o trabalhador que utiliza o sistema de teleatendimento seguindo roteiros planejados e controlados para atender clientes; oferecer serviços e produtos etc.

O salário base de um operador de "call center" anda à volta de 500 euros para quem trabalha a tempo inteiro, aos quais acrescem, regra geral, incentivos extra.


As qualidades que é necessário ter para ser um bom profissional no setor de call center.
 
 1.    O mundo gira à volta do cliente!

O colaborador de um call center deve sempre lembrar-se que o seu principal objetivo é a satisfação do cliente. 
É este compromisso que lhe permite focar-se nos seus objetivos e aprender mais, independentemente da área que trabalha. 
Esta capacidade fará dele uma mais-valia para os clientes e para o contact center;


 2.    Ver mais longe!

Um profissional da área de contacto deve demonstrar uma visão global e a longo-prazo. 
Isto significa duas coisas: que é necessário colocar-se na pele do cliente, lutando pela concretização do objetivo final e que o contacto e o trabalho junto do cliente devem ser consistentes, no sentido em que o cliente deve ficar satisfeito não só de imediato mas também a longo prazo;


 3.    Aprender, aprender, aprender!

Um call center intervém em diversos campos de mercado, sendo os mais comuns as telecomunicações, o setor da energia, as finanças e os seguros. 
Isto significa que o colaborador deve estar sempre disposto a aprender, independentemente da área. 
No final, focar-se nos clientes e saber sobre eles o máximo possível é imprescindível. 


 4.    Resistir!

A resistência à pressão e um clássico nos call centers que, perante o atual cenário de crise, ganha novo relevo: as novas preocupações com a economia e finanças despoletam todo um novo conjunto de problemas por resolver que, por sua vez, trazem mais pressão. 
A tudo isto se deve somar a necessidade de se ser ainda mais sensível aos problemas expostos pelos clientes;


 5.    É organizado?

Se não é e pretende trabalhar num call center, o melhor é delinear uma estratégia de trabalho. Para isso, o mais importante é ter presente tudo o que é necessário para satisfazer o pedido do cliente, por um lado, e ser capaz de o conduzir por todo o processo, esclarecendo tudo o que é necessário em cada etapa por outro.


 6.    Um por todos e todos por um!

O trabalho de um call center pode parecer muito individual e muito concentrado na capacidade de cada profissional, mas a verdade é que a contribuição de cada um para a equipa é fundamental. 
Como tal, duas coisas a não esquecer: há que estar disponível para ouvir outros colegas e para partilhar conhecimentos e boas práticas;


 7.    Novidades diárias!

Cada chamada é um novo desafio. O operador deve estar atento a cada novo problema que lhe é colocado, adaptando o seu comportanto e o seu discurso constantemente. 
Outro fator decisivo é a capacidade de antecipar os problemas que podem vir a ser colocados e ter em mente toda a informação necessária para saber como responder à solicitação do cliente, para tal saiba avaliar os guiões de conversação a estabelecer e compreenda onde poderão existir pontos que permitam os clientes perguntar ou pedir outro tipo de dúvidas e soluções;


 8.    Gosta de uma boa troca de argumentos?

Em qualquer das áreas de funcionamento de um call center, este atributo é absolutamente necessário. 
Um discurso diplomático e proveniente de raciocínio rápido permite uma condução efetiva da conversa e uma mais rápida resolução dos problemas, algo que é desejado pelas duas partes.


 9.    Saber comunicar!

Saber falar não chega. Um operador deve saber como e quando falar. 
Por outras palavras: deve saber comunicar. 
Ter um discurso fluente, formulação clara de ideias e não falar pela negativa são os atributos mais exigidos.



10.  Resumir!

Por fim, um profissional de call center deve saber dar feedback dos problemas que vão surgindo, tentando participar na resolução mais célere nos mesmos fazendo sempre um ponto de situação final de modo a obter a concordância por parte do cliente.

Cuidado

Trabalho a recibos verdes.  Se fizer 8 horas por dia.

As pausas (para descansar, tomar qualquer coisa ou ir aos sanitários) são curtas, não mais de 10 minutos, e só as podemos fazer quando os responsáveis permitem.
Apenas um número reduzido de trabalhadores, de cada vez, é autorizado a interromper o atendimento.
Já  aconteceu trabalhar as seis horas seguidas sem sequer ir à casa de banho.
A princípio aceitei fazer horas extra, na ideia de ganhar mais qualquer coisa.
Mas como nos pagam, não em dinheiro, mas em vales de compras (no Continente e outros), desisti.
De que me servia suportar mais horas de trabalho para, no fim, não ter dinheiro para usar como eu quero, mas como eles querem?

Todos os dias há, permanentemente, centenas de chamadas em espera.
A maioria, de pessoas que têm queixas a fazer por maus serviços prestados. Mas temos de aturar também miúdos que brincam pelo telefone (as chamadas são gratuitas), gente mal-educada ou desesperada com o serviço, etc.
E tem de se aguentar tudo isto sem poder reagir.

São escutados (e gravados) pelos responsáveis, que nos podem pôr na rua se não respondermos aos clientes segundo as normas – e que usam afinal esta vigilância como uma ameaça constante sobre nós, para o que der e vier. É um trabalho estafante e feito debaixo de pressão constante.

Os responsáveis que dirigem os call centers querem que façam também vendas de serviços pelo telefone para rentabilizar os contactos com os clientes.
Não podem recusar.
Mas sai do corpo: além de ouvir e dar resposta aos clientes, cada um com o seu problema diferente, ainda temos de pensar em convencê-los a comprar mais um serviço qualquer.
Resta dizer que, por tudo isto, ganha-se 2,46 euros por hora. sem horas horas extra, o que se leva para casa não chega a 500 euros por mês.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

CLIENTE MISTÉRIO - o que é ? / e quanto se ganha ?

Objectivos do Cliente Mistério:

Fazer visitas mistério, ou seja a empresa onde vocês trabalham contrata esta empresa para vos avaliar, indo a lugares que tenham atendimento ao público, para analisar , se estavam a prestar um bom serviço ou simplesmente a ver o tempo passar, acabando depois por preencher um formulário sobre a forma como se é atendido.

Ou seja, és pago para te fazeres passar por cliente e obter relatórios sobre os comportamentos dos funcionários no atendimento.

Quando te inscreves preenches um questionário +/- exaustivo.
Através desse questionário é te atribuído um determinado perfil e com base nesse perfil serão feitas as propostas.
Eles contactam-te a dizer que trabalhos é que têm. Tu aceitas consoante a tua disponibilidade.

O trabalho e as formações  são facultados por email e por telefone.
Enviam-te  uma espécie de briefing onde explicam o que tens que fazer, as situações que terias que criar e aquilo a que terias que estar atenta para depois fazer o relatório.


E depois parte-se para o terreno, para a avaliar uma loja da Zon, da Meo, Cabovisão
a bancos, como o Millenium, o Bes, Santander, a Caixa Geral
na restauração; O´Kilo, Pans, Quiosques Delta, etc... 

Dependendo dos clientes da empresa, e se as coisas correrem bem , recebe-se o dinheiro pelas visitas que se fazem,

 510 euros por visita e mais ajudas de custo para deslocações mais longas e para comida nas visitas a que tal envolvia, 
Só se recebe  90 dias após o serviço 
E o pagamento é feito através recibos verdes ou acto único.

 Habitualmente reembolsam-te as despesas que tens mediante apresentação de comprovativos mas em alguns casos há um plafond que não podes ultrapassar.

domingo, 6 de abril de 2014

SECURITAS DIRECT OFERECE SALÁRIO BASE AOS COMERCIAIS, MAS CADA UM PAGA O SEU PRÓPRIO SALÁRIO

«……EHEHEHEHEH, …isto não falam os profissionais desta medíocre empresa.

OFERTA:

- Salario base de cerca 800€ bruto (sem descontos).
- Subsidio alimentação cerca de 120€/mês.
- Conta Corrente 500€ ( conta corrente é um crédito a favor da empresa retirado das comissões)
- Comissão de venda por cada kit cerca de 100€.
- Contrato de trabalho máximo de seis meses, ai fim de um mês se eles entenderem pode ser demitido.

Onde andam os inteligentes que ganham muito dinheiro na Securitas direct ? sobre isto não falam, mas eu falo:

1º) O salário inclui as ajudas de custo por andares com a tua viatura.

2º) De 800€ levas para cessa cerca de 600€.

3º) Se retirares um salário mínimo de 450€ já com os descontos sobra-te cerca de 150€ para a gasolina e desgaste do carro, esperemos que não tenhas um azar(acidente).

4º) Se no primeiro mês de trabalho só venderes 1 ou 2 alarmes já não trabalhas o segundo mês.

 Que raio de contrato é este? Porque colocam nos anúncios contrato de trabalho e na entrevista dizem que são 6 meses.  
Mentira logo no primeiro mês podem te mandar embora com justa causa.

5º) O que é a conta corrente de 500€: Isto de bradar aos céus, o mesmo é dizer que vais pagar o teu salário.
Se venderes 5 alarmes e tiveres 500€ de comissões não recebes nenhum, porque só ganhas o que vai acima dos 500€.
Podemos dizer que só se tem direito a comissões quando estas ultrapassam os 500€. Se não atingires esta fasquia és demitido. Serás sempre um comissionista
.
6ª) Trabalhas cerca de 13 horas diárias , das 09h ás 21:30h .

7º) A partir de determinada altura , és tu a instalar o alarme, portanto dois em um , Comercial e técnico.

8º)Vender mais de 5 alarmes por mês não é difícil, é dificílimo e cada vez pior.

Conclusão: Feitas bem as contas ou engordas a Securitas Direct para alimentar o esquema piramidal, chefes, subchefes, chefes de zona, chefes de equipe, Directores, Recursos Humanos etc etc, todos têm comissão do que vendes.
Se não vendes és corrido, se vendes pagas o teu próprio salário. Que motivante……

Importante: Os recursos humanos neste tipo de empresa e esquema tem um objectivo, desenganem-se os que pensam que estão ali para ajudar os colaboradores, treta.

Este departamento nestas empresas habilidosas estão lá com o objetivo de te explorarem ao máximo com técnicas tipo espremedor de laranjas.

Vivem do insucesso dos colaboradores, para eles é muito vantajoso que um colaborador fique somente 1 ou 2 meses e tenha somente feito 3 a 4 vendas…

Exemplo: é demitido, provavelmente não recebe o salário nem tão pouco mete a empresa em tribunal por uma quantia pequena(800€).
Os clientes que esse demitido angariou 3 ou 4 ficam com um contrato de fidelização de 3 anos além de ter pago pelo kit 400/500€.
 Centenas de colaboradores vão passando pela empresa que continua a facturar.

Agora não os mande ir apanhar no xx,….porque isso é o que eles gostam.

Abre os olhos e não te deixes levar pelo chico espertismo que assola o país.

Fonte: http://www.precariosinflexiveis.org/?p=1673

terça-feira, 11 de março de 2014

Programa VIDA ATIVA do IEFP - Mais uma medida da treta, para entreter os desempregados com as esmolas ds fundos da união europeia

A solução que encontraram para tapar os olhos a muita gente chama-se agora, Vida Ativa, que integra-se no Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego (aprovada através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 20/2012) visa acompanhar de forma mais regular e eficaz o desempregado, potenciando o seu rápido regresso à vida ativa.
Para tanto, importa ajustar os planos pessoais de emprego às necessidades e ao potencial de cada desempregado.
A concretização do trajeto de retorno à vida ativa visa acelerar e potenciar a formação e a contratação dos desempregados, melhorando o acompanhamento que lhes é proporcionado.
Visa, ainda, contribuir para um acompanhamento reforçado de potenciais situações de desempregados de longa duração, acionando intervenções precoces, procurando diminuir os períodos de inatividade dos desempregados e o risco associado de desatualização ou diminuição de capacidades e de comportamentos de trabalho.

  Denominado "Programa Vida Activa". 

Este traduz-se num mecanismo automático de convocatória dos desempregados, até um limite de 30 dias de inscrição, encaminhando-os para formação.

 O truque consiste no seguinte:

Agarra-se em gente que está ou não a receber subsídio de desemprego e, sob a ameaça de corte na subvenção do estado ou a inscrição no centro de emprego, impingir-lhes de forma aleatória um curso rápido de qualquer coisa.

Uns para formação em competências básicas (até 300 horas).
Outros para formações modulares com menos de 100 horas.

Formações dissociadas de percursos formativos globais e qualificantes, num quadro global de destruição da coerência global dum sistema de dupla-certificação escolar e profissional.

Adicionalmente, realça-se, é impossível garantir a todos a formação, pois implicaria uma duplicação do volume de formação das estruturas formativas existentes. Note-se que se inscreverão mais de 700 mil desempregados este ano.

O que se assiste é ao fornecimento e à procura de formação avulso, sem qualquer empregabilidade, e ao incentivo da oferta formativa de vão de escada e do negócio da formação.

Com esta medida da treta, as pessoas inscritas no centro de emprego, são declaradas :
em formação, saindo das estatísticas do desemprego, enquanto durar a formação, para o qual foram encaminhadas.